domingo, 3 de junho de 2018

Um pouco da nossa história

O cinema no Brasil iniciou-se 7 meses depois da primeira sessão de cinema do mundo dos irmãos Lumière na França. Um Belga chamado Henri Paillie trouxe um cinematógrafo que chegou a cidade de São Paulo na Av. Ouvidor em 1996. É importante situar que acabávamos de virar uma república (1889) que sistematizava no Brasil a separação da igreja e estado conforme o novo regime. Sendo assim um marco para educação também, que passava a ter mais liberdade. Os filmes da época relatavam a realidade do cotidiano, tinham por volta de um minuto e contavam com algum músico fazendo a trilha sonora ao vivo. O Primeiro filme feito no Brasil foi "Ancoradouro de pescadores na baia de Guanabara", que infelizmente não existe mais, pois a película é muito inflamável e a maioria dos filmes foram destruídos pelo fogo ou reaproveitado para fazer novos filmes, já que a mesma não era muito acessível. Quase não existem vestígios dos primeiros filmes. Em 1929 é marcado pelos os filmes sonoros. O primeiro é “Acabaram-se os otários” de Luiz de barros, mas “Limite” do Mario Peixoto de 1930 ainda mudo, é considerado pelos críticos o melhor filme Brasileiro de todos os tempos, inovando na mensagem passando conteúdos com flash backs (algo novo). Em 1949 surgiu a maior produtora do Brasil da época que durou 5 anos, a Vera Cruz que produziam filmes e vendiam para Columbia (EUA). Este fato acabou trazendo a falência da mesma, mas o seu legado em qualificação de profissionais é sentido até hoje. Um exemplo a empresa de dublagem Álamo. Depois veio a era das Chanchadas que tinha como objetivo os atores. Eram sempre os mesmos galãs, as mesmas mocinhas e o publico era movido pelos atores e não pela história. O conteúdo era normalmente cômico. O Cinema Novo na década de 70 veio na mesma época que o cinema mundial passava por modificações, na Itália com o Neo Realismo e na França com o Nouvelle Vague. No Brasil o cinema novo era mais uma câmera na mão. Nessa época os filmes migraram da região Rio/São Paulo para abranger outras culturas e lugares do país. Temos nomes como Glauber Rocha e Ruy Guerra. Uma breve passagem com o Cinema Marginal (1968 até 1972) foram os filmes experimentais de baixo custo, um exemplo é “O Bandido da Luz Vermelha”. (Excelente clássico diga-se de passagem). Nessa mesma época foi criada a Embrafilme, o dedo do estado na industrial cinematográfica que durou de 1969 até 1982. Foi criado o instituído nacional do cinema mais ou menos como funciona a ANCINE, os filmes de fora agora pagavam para entrar no Brasil e a verba recolhida era usada para a industria do cinema nacional. Outra fase marcante do cinema brasileiro é o Pornô Chanchada, um misto de erotismo e humor feitos na famosa Boca do Lixo. Eram um sucesso de público. Caíram em decadência após a chegada do pornô explícito. Em 1980 com a dívida externa temos pouquíssimos filmes produzidos, foi a época dos curtas. A lei exigia que antes de um longa ser mostrado um curta brasileiro deveria ser exibido. De 1990 até 1992, era Collor extinguiu-se todas as instituições como, Embrafilmes, Concine Fundação do Cinema e até do Ministério da Cultura. Considerado este, o período sombrio/médio do cinema brasileiro. A Retomada de 1992 a 2003. Após à queda de Collor, foi visto como importante o investimento na cultura com isso veio a lei do áudio visual, a criação da Globo Filmes entre outros investimentos na área. O Período Pós Retomada é a consolidação da indústria brasileira até os dias de hoje. Espero que tenham gostado dessa breve introdução ao nosso cinema. Grande abraço! E até breve.

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